A noite está calma, quente e serena... A Lua minha fiel companheira espreita por entre as imensas estrelas que se encontram no horizonte...
É o culminar de mais um fatídico avançar do relógio carregado de situações estranhas e anormais.
O sono é muito, os olhos ardem mas o pensamento não deixa que eles se encerrem para que a massa cinzenta descanse para enfrentar mais um difícil dia que se avizinha daqui a uns minutos...
O pensamento humano tem uma imensa capacidade de divergência nos grandes segundos percorridos pelos ponteiros... Sendo assim, vejo-me obrigado a questionar-me sobre a minha Humanidade...Quem sou eu? Se o meu pensamento não diverge como o dos outros seres humanos?
Aquela que sustenta a minha cabeça todas as noites e ouve os meus desabafos no silencio da noite diz que a culpa é de alguém que se chegou perto... Mentira!
Ninguém pode chegar perto de uma ferida bem aberta e com um simples tocar, fazê-la desaparecer... Pois bem, sendo assim só vejo dois culpados, o passado e EU...
O primeiro já lá vai e nada interessa porque só contribuiu para ser o melhor que posso em todos os dias que enfrento na minha curta passagem pela vida... Apetecia-me gritar até rebentar as artérias, para que todos soubessem que já não sou o menino mimado e orgulhoso que em tempos fui...
De tanta presença do outro sexo na minha vida, eu cansei... Cansei de projetos, de falsas expectativas, do carinho, de tudo...
A minha pequena amiga de plástico faz-me companhia, que de vez em quando seguro com delicadeza nas minhas mãos para ingerir parte do nosso líquido vital que me sai pelos poros; e certa vez questionei-a, porque serei eu assim? Porque não deixo aproximar qualquer uma e partilhar tudo como antes?
Ela me disse que era simples: Você só tem que procurar alguém em que tudo comece nas janelas para o mundo, que ela consiga descobrir coisas que ninguém descobriu até hoje e muito para além das tretas das bocas dos outros; tem que ser um anjo/diabo; pedir a tua atenção no dia a dia e retribuir; não ter medo de ficar com óleo nas unhas; que te acorde todas as manhãs com um beijo na testa e te peça para lhe trazeres o pequeno almoço à cama; que te conquiste todos os dias e acima de tudo que queira o mesmo que tu...
Fiquei pálido, engoli em seco e o meu pensamento parou...
O sol veio o bateu-me nos olhos e voltei a processar todas as sílabas que esta fiel amiga me sussurrou...
Então continuo ainda hoje a contemplar o aconchego da noite sem saber se é o dia em que vai chegar tal ser com capacidade de dissimular esta minha frieza, maior que qualquer iceberg... Mas tal como esse, também é possível que derreta com o calor, formado por dois músculos que batem incessantemente um pelo outro...
É o culminar de mais um fatídico avançar do relógio carregado de situações estranhas e anormais.
O sono é muito, os olhos ardem mas o pensamento não deixa que eles se encerrem para que a massa cinzenta descanse para enfrentar mais um difícil dia que se avizinha daqui a uns minutos...
O pensamento humano tem uma imensa capacidade de divergência nos grandes segundos percorridos pelos ponteiros... Sendo assim, vejo-me obrigado a questionar-me sobre a minha Humanidade...Quem sou eu? Se o meu pensamento não diverge como o dos outros seres humanos?
Aquela que sustenta a minha cabeça todas as noites e ouve os meus desabafos no silencio da noite diz que a culpa é de alguém que se chegou perto... Mentira!
Ninguém pode chegar perto de uma ferida bem aberta e com um simples tocar, fazê-la desaparecer... Pois bem, sendo assim só vejo dois culpados, o passado e EU...
O primeiro já lá vai e nada interessa porque só contribuiu para ser o melhor que posso em todos os dias que enfrento na minha curta passagem pela vida... Apetecia-me gritar até rebentar as artérias, para que todos soubessem que já não sou o menino mimado e orgulhoso que em tempos fui...
De tanta presença do outro sexo na minha vida, eu cansei... Cansei de projetos, de falsas expectativas, do carinho, de tudo...
A minha pequena amiga de plástico faz-me companhia, que de vez em quando seguro com delicadeza nas minhas mãos para ingerir parte do nosso líquido vital que me sai pelos poros; e certa vez questionei-a, porque serei eu assim? Porque não deixo aproximar qualquer uma e partilhar tudo como antes?
Ela me disse que era simples: Você só tem que procurar alguém em que tudo comece nas janelas para o mundo, que ela consiga descobrir coisas que ninguém descobriu até hoje e muito para além das tretas das bocas dos outros; tem que ser um anjo/diabo; pedir a tua atenção no dia a dia e retribuir; não ter medo de ficar com óleo nas unhas; que te acorde todas as manhãs com um beijo na testa e te peça para lhe trazeres o pequeno almoço à cama; que te conquiste todos os dias e acima de tudo que queira o mesmo que tu...
Fiquei pálido, engoli em seco e o meu pensamento parou...
O sol veio o bateu-me nos olhos e voltei a processar todas as sílabas que esta fiel amiga me sussurrou...
Então continuo ainda hoje a contemplar o aconchego da noite sem saber se é o dia em que vai chegar tal ser com capacidade de dissimular esta minha frieza, maior que qualquer iceberg... Mas tal como esse, também é possível que derreta com o calor, formado por dois músculos que batem incessantemente um pelo outro...
Rodriguez
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